Inclusão dos ex-gays nas políticas públicas de combate ao preconceito e à discriminação sign now

Embora reconheçamos a importância das políticas públicas que promovem os direitos civis da comunidade LGBTT, entendemos que existe um grupo de pessoas que ainda permanecem excluídas da proteção estatal: os ex-gays. Desse modo, percebemos que o reconhecimento da diversidade sexual e o discurso em defesa do respeito à livre orientação sexual permanecem apenas no campo das idéias e do discurso. Diante disso, entendemos que se faz necessária a ampliação do conceito de diversidade sexual, de modo que todos os sujeitos recebam um tratamento isonômico e tenham garantido o direito à cidadania plena.

Promover a inclusão dos ex-gays nas políticas públicas de combate ao preconceito e à discriminação é um imperativo moral para o estado brasileiro, de modo que nosso país possa ser reconhecido internacionalmente pela tolerância de seu povo e pelo empenho de seus governantes na promoção dos direitos humanos. Desse modo, ao incluírem-se expressamente os ex-gays como uma orientação sexual distinta de tantas outras que compõem a variação da sexualidade humana, estamos avançando no reconhecimento estatal quanto aos direitos humanos daqueles que voluntariamente e por meios diversos mudaram a orientação sexual.

Informar à sociedade quanto à possibilidade de mudança da orientação sexual constitui um direito dos cidadãos e uma obrigação do estado, haja vista que nenhum povo pode tornar-se uma grande nação sem o acesso irrestrito à informação.

Desconstruir os estereótipos a respeito das pessoas que mudam de orientação sexual representa um passo importante para a construção de uma sociedade pluralista, fraterna e justa. Além disso, a desconstrução de mitos e preconceitos quanto à mudança de orientação sexual pode aproximar as pessoas e torná-las mais tolerantes com a diversidade sexual que caracteriza a humanidade.

Um estado que se declara democrático não pode ignorar preconceitos, nem tolerar a discriminação e a exclusão social de grupos minoritários. Apesar disso, é com tristeza que constatamos que nenhuma política pública no Brasil reconhece ou promove os direitos de homens e mulheres que se declaram ex-gays, ex-lésbicas, ex-bissexuais, ex-travestis. Desse modo, basta que um indivíduo mude de orientação sexual e/ou identidade de gênero para que seja tratado com um cidadão de segunda classe... ignorado pelo Estado e excluído pela sociedade.

Como podemos reconhecer a diversidade sexual e promover o respeito à livre orientação sexual se os homossexuais que se tornam heterossexuais sofrem com o preconceito da sociedade e a exclusão das políticas públicas que visam a dar visibilidade às diversas identidades de gênero e orientações sexuais?

Sabemos que diversos especialistas afirmam que qualquer indivíduo pode mudar voluntariamente a própria orientação sexual. Até mesmo os maiores expoentes dentre aqueles que militam na defesa dos direitos LGBTT reconhecem essa possibilidade e atestam conhecer inúmeros casos de pessoas que efetivamente realizaram essa mudança.

O Dr. Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, em suas Crônicas de um Gay Assumido, afirma que as pesquisas científicas e sua experiência pessoal convivendo com milhares de homossexuais provam que existem sim ex-homossexuais.

De acordo com o Dr. Luiz Mott, sua experiência e as pesquisas científicas confirmam que ninguém está inexoravelmente preso a um destino sexual. Ele destaca, ainda, que existem inúmeros casos documentados de pessoas que mudaram a orientação sexual. Assim, o antropólogo concluiu que qualquer pessoa pode experimentar novas performances eróticas e abandoná-las ou persistir naquelas que produzem maior prazer.

A sexóloga Marta Suplicy, em seu livro Sexo para adolescentes, declarou que os homossexuais podem se tornar heterossexuais se forem ajustados com tratamento psicológico. Ela afirma que essa mudança é ainda mais fácil se iniciada precocemente, antes de a preferência sexual estar firmemente estabelecida.

Existem ainda muitos estudos nas áreas da Psicologia, Sexologia, Antropologia que comprovam a possibilidade de mudança da orientação sexual. Essa possibilidade é reconhecida também por estudiosos da Sociologia. Marina Castañeda, por exemplo, autora do livro A Experiência Homossexual, declara que a orientação sexual pode mudar em um dado momento.

Em sua edição de 16 de maio de 2001, a revista Veja noticiou: contrariando a tradição, uma pesquisa apresentada pelo psiquiatra Robert Spitzer, da Universidade Colúmbia, eletrizou o congresso [da Associação Americana de Psiquiatria] com uma afirmação de grande repercussão: que os homossexuais podem tornar-se heterossexuais, se tiverem disposição para isso.

De acordo com Veja, a conclusão do Dr. Spitzer está fundamentada no resultado de uma pesquisa realizada com 200 homossexuais que procuraram ajuda para mudar de orientação sexual. Ainda de acordo com a revista, os dados da pesquisa confirmam que 66\% dos homens e 44\% das mulheres conseguiram de fato.

Antes que alguém imagine que o Dr. Spitzer faça parte de alguma organização homofóbica, é importante ressaltar que para a revista Veja, ele é um cientista acima de qualquer suspeita de animosidade anti-gay. A revista destacou que o Dr. Spitzer leciona em uma das maiores universidades americanas e foi presidente da comissão de especialistas que retirou o homossexualismo da lista de doenças mentais da Associação Americana de Psiquiatria no início dos anos 70.

Veja destacou ainda que os psiquiatras ficaram impressionados com a pesquisa do Dr. Spitzer porque desde os anos 70 a Psiquiatria americana aceitou como dogma a tese de que terapias para mudar a orientação sexual carecem de bases científicas.

Nesse contexto, notamos que é possível mudar a orientação sexual. Além disso, percebemos que essa idéia não é compartilhada apenas por fundamentalistas religiosos e pessoas leigas. Pelo contrário, especialistas do Brasil e do mundo atestam que as pessoas podem e mudam a orientação sexual.

Apesar disso, os meios de comunicação e as políticas públicas ignoram esse fato e mantêm excluídos de seus programas aqueles que mudam da homossexualidade para a heterossexualidade.
No que se refere especificamente aos diversos veículos de comunicação, os ex-homossexuais são representados por meio de caricaturas patéticas e fraudulentas e, desse modo, fomentam-se o preconceito e a discriminação contra essa minoria.

As atitudes preconceituosas e discriminatórias contra os ex-homossexuais causam nesses indivíduos os mais severos problemas psicológicos e expõem seus cônjuges e filhos ao escárnio da sociedade. Desse modo, diversas famílias sofrem a violência daqueles que insistem na tese de que a sexualidade humana é estática e imutável. Diante disso, notamos a dificuldade estatal na promoção dos direitos humanos aos diversos grupos sociais que integram a sociedade brasileira.

Certo de que estamos diante de uma oportunidade ímpar para transformar o Brasil numa sociedade pluralista, fraterna e justa, solicitamos aos representantes do povo no Congresso Nacional que incluam as pessoas que mudam de orientação sexual nos planos e programas governamentais que visem a combater o preconceito e a discriminação.

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  • 16 December 201550. Sara Munoz
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  • 21 November 201549. Paulo Csarmf
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  • 18 November 201548. Antonio Carlosdas
    é essencial dar a opção de mudança a quem quer.
  • 18 November 201547. Emanuelle Hood
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  • 30 December 201445. Rachel S
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  • 23 January 201443. Mauro Debritos
    Ora se há tratamento para mudança porque vedá-lo?
  • 04 September 201342. Andre A
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  • 15 July 201341. Clayton Clecciodas
    ótima petição!!!!
  • 05 July 201340. Hamilton Forbes
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  • 21 June 201339. Filipe Cervantes
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  • 23 March 201338. Afonso Claudiodem
    não a discriminalização do ex-homossexuais
  • 09 February 201337. Yury Nunesl
     
  • 26 October 201236. Renato Uirafonsoc
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  • 14 April 201235. Rozangela Alvesj
    De 1998 a 2009 apoiei pessoas que desejavam deixar a homossexualidade e conheço muitos ex gays, no entanto fui proibida pela Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia de apoiar a estas pessoas.
  • 02 October 201134. Jozimar Vieiradac
    Concordo plenamente com essa idéia e projeto do Dr. Claudemiro Soares.
  • 02 June 201133. Vtor Costal
     
  • 30 November 201032. Felipe N
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  • 23 March 201031. Marcos A
    Estou junto com a Dra. Rozângela
  • 20 February 201030. Ezequiel Dea
    Viva a liberdade sexual!!!!
  • 22 August 200929. Jorge Des
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  • 04 June 200928. Manuel N
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  • 13 May 200927. Maxwell Dossantosp
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  • 30 November 200826. Maria Reisdoss
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  • 31 July 200825. Robson Borgesd
    Ótima iniciativa. Incluir os ex-gays é que é diversidade e luta real contra o preconceito.
  • 14 January 200824. Paulo Thiagospsitol
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Clarence HamptonBy:
People and OrganizationsIn:
Petition target:
Congresso Nacional

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